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Gigantone


Gigantone no cortejo de carnaval da Aldeia Típica de José Franco, Mafra.

O gigantone é um boneco de figura humana com 3,5 a 4 metros de altura, típico das festas populares portuguesas, romarias e cortejos de carnaval. O boneco tem uma estrutura que permite ser ?vestido? e manuseado por uma pessoa no seu interior. A cabeça de grandes dimensões, feita de pasta de papel, e o resto da estrutura podem atingir trinta quilos, peso suportado pelos ombros do manuseador e que faz com que a amplitude de movimentos do boneco seja limitada.

Os gigantones não aparecem sozinhos, mas em par ou grupos de casais, envergando trajes de cerimónia ou populares, e desfilando ao ritmo de música tocada por zés-pereiras. Podem ser acompanhados por cabeçudos, bonecos mais pequenos (tamanho de uma pessoa) com uma cabeça enorme e desproporcional relativamente ao corpo. A cabeça, também feita em pasta de papel, é usada como uma espécie de capacete, e as roupas são mais informais e coloridas que as dos gigantones, podendo mesmo personificar monstros ou demónios. Com maior liberdade de movimentos que os gigantones, os cabeçudos dançam e movimentam-se alegremente como um rancho de filhos ou uma corte animada ao seu redor.

Os gigantones originam provavelmente das histórias de gigantes da mitologia germânica, sendo conhecida a aparição de um gigante de cortejo na Bélgica em 1389. Segundo o historiador Alberto Abreu, os primeiros gigantones e cabeçudos foram introduzidos em Portugal, mais especificamente em 1893 na Romaria dAgonia em Viana do Castelo (6 gigantones e 25 cabeçudos), por influência do costume galego onde estas figuras eram apresentadas em frente ao túmulo de Santiago. O nome gigantone foi importado do galego e rapidamente o costume se tornou popular, entrando pelo século XX até aos dias de hoje.

Os trajes inicialmente cerimoniosos (ele de chapéu alto, longos bigodes e casaco elegante; ela de vestido comprido, rendas, touca, lenço ao pescoço, bolsa e ramo de flores na mão) pouco se alteram ao longos dos tempos (a partir da década de 60 aparecem de cabeça descoberta), mas surgem também outros tipos, como o gigantone representado o Zé Povinho, e o casal mais popular, o Manuel e a Maria.


Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License. É uma adaptação do artigo da Wikipédia "Gigantone".



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Gigantone em Brasil